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O estilo epistêmico de Michael Balint: “Grupos Balint”, utopias médicas e o legado da Escola de Psicanálise de Budapeste [On Michael Balint’s Epistemic Style: “Balint Groups”, Medical Utopias and the Legacy of the Budapest School of Psychoanalysis]

Soreanu, Raluca (2018) 'O estilo epistêmico de Michael Balint: “Grupos Balint”, utopias médicas e o legado da Escola de Psicanálise de Budapeste [On Michael Balint’s Epistemic Style: “Balint Groups”, Medical Utopias and the Legacy of the Budapest School of Psychoanalysis].' Cadernos de Psicanalise (CPRJ), 40 (39). 229 - 250.

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Soreanu_O estilo epistêmico de Michael Balint Cadernos CPRJ [RIS ESSEX].pdf - Published Version
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Abstract

Este artigo analisa a relação entre as ideias teóricas de Michael Balint sobre saúde e doença, sua prática de trabalho em grupo com médicos (“grupos Balint”) e algumas ideias epistemológicas menos conhecidas da Escola de Psicanálise de Budapeste – lar psicanalítico de Balint. Embora Balint tenha começado a explorar o trabalho com grupos nos anos 1920 e 1930 em Budapeste, seu método amadureceu depois de seu exílio na Inglaterra, nos anos 1950. Este artigo baseia-se na rica correspondência de Balint encontrada nos arquivos da Sociedade Britânica de Psicanálise, e em documentos que apreendem a construção dos “grupos Balint”. O objetivo aqui é recuperar a radicalidade de Balint em seu trabalho com médicos, assim como propor uma genealogia desta radicalidade. Em primeira instância, reconstruímos o clima cultural e político de Budapeste nos anos 1920 e 1930. Em um segundo momento, nos concentramos nas ideias de Sándor Ferenczi sobre epistemologia e sobre a relação entre psicanálise e medicina. Em seguida, discutimos o lugar da contratransferência na Escola de Psicanálise de Budapeste. Finalmente, abordamos as particularidades do encontro entre psicanálise e medicina tal como se deu na Inglaterra, nos anos 1950. The article analyses the relation between the thereotical ideas on health and illness of Michael Balint, his practice of working in groups with medical doctors (“Balint groups”) and some lesser known epistemological ideas of the Budapest School of Psychoanalysis – Balint’s psychoanalytic home. While Balint started his explorations with groups in the 20s and 30s in Budapest, his method matured after his exile in Great Britain, in the 50s. Grounding the analysis in the rich correspondence of Balint, found in Archive of the British Psychoanalytical Society, and in documents that capture the emergence of “Balint groups”, the article aims to show the radical nature of Balint’s work with medical doctos, as well as to propose a genealogy of this radical quality. Firstly, we reconstrue the cultural and political climate in Budapest in the 20s and 30s. Secondly, we focus on Sándor Ferenczi’s epistemological ideas about the relation between psychoanalysis and medicine. Thirdly, we discuss the place of countertransference in the Budapest School of Psychoanalysis. Finally, we approach the particularities of the encounter between psychoanalysis and medicine, as it occurres in Great Britain, in the 50s.

Item Type: Article
Divisions: Faculty of Social Sciences > Psychosocial and Psychoanalytic Studies, Department of
Depositing User: Elements
Date Deposited: 26 Nov 2019 16:37
Last Modified: 26 Nov 2019 17:15
URI: http://repository.essex.ac.uk/id/eprint/25914

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